Eles não têm sido fáceis e nem coloridos, perfumados ou coisas do tipo. Pelo contrário, tenho visto uma grande nuvem cinzenta sobre mim. E normalmente eu me escondo em dias assim. Estupidamente eu fujo para não ver os dias, as pessoas e nem sentir a culpa. Mas eles continuam lá!
Então me lembrei de uma coisa boba: todas as vezes que o céu anuncia que vem chuva, a minha vontade é ficar na rua e esperar por ela, esperar para dançar no meio da sua beleza e molhar meu corpo. Como se assim lavasse minhas impurezas e minhas fraquezas fossem descendo de rua abaixo com toda aquela água. Mas minha mãe sempre me alerta: - não fique na chuva. Você vai ficar doente. Cuidado com os raios, eles podem matar você menina!
Por isso, eu fico só na vontade. Olhando de longe, escondida do “perigo”. Perdendo toda magia daquele momento.
Para algumas regiões do Brasil, nuvem no céu é o anuncio do milagre que desce em suas terras.
Pois então, de hoje em diante, verei “a minha nuvem acinzentada” como anuncio de uma chuva a caminho, não como um problema impossível de resolver. Não, não vai ser assim. Serei como uma plantação, que ao ver uma nuvem, sabe que vai florir e dar bons frutos. Porque nuvem não simboliza apenas tempestade, avisa também que vêm chegando o tempo da colheita!
Vou ficar do lado de fora, ser molhada por essa chuva e ver tudo isso como um momento que vou lembrar e irei rir. Talvez, como consequência venha junto um resfriado. Mas vamos ser sinceros, antes uma gripe, do que notar que não dançou no meio da chuva por medo dos relâmpagos!
EU VOU SAIR E VOU TENTAR.



