sábado, 2 de novembro de 2013

MUDAR


Eu corto o cabelo numa tentativa de exteriorizar minha mudança, de gritar ao mundo que estou de partida do que costumo ser. Não quero mais encontrar antigos amores e nem chorar por velhas histórias; vou seguir um caminho diferente, nem que eu tenha que criá-lo.
Pois é preciso coragem para recomeçar e mais ainda para começar do zero... e eu só tenho pedido força e perseverança, pois não entendo de milagres, e depois de tanta escolha errada que fiz, as vezes penso que eles não acontecem para pessoas como eu!
A palavra mudança ainda me assusta, é como um eco à me dizer que há algo de muito errado para consertar. Talvez eu tenha crescido, achando que a minha vida seria perfeita e que jamais haveria a necessidade de ajustes - que tola! 
Agora a cada pequenos reparos, alarmes são ligados e gritam como se a casa estivesse vindo à baixo... mesmo assim, que diante de tantos conflitos, eu consiga enxergar o que requer conserto.
E que mude, que seja logo, que seja doce e permanente.





Um turbilhão de lembranças e informações


O cara machuca você, quebra seu coração em um milhão de pedaços e, quando você o ver - de longe - seu corpo estremece, a voz some e o bandido do coração: congela!
Como pode ser tão involuntário gostar tanto de você?
Eu achando que seria sua eternamente, e você brincando de experimentar, de descobrir até quando ficaria comigo...
Seria correto, depois de tanta dor, ter a opção de nunca mais cruzar o meu caminho com o seu, e de não me importar mais se as coisas vão bem para você; se a sua vida vai bem, se precisa de um abraço ou apenas desabafar. Eu queria que você morresse e que eu não sentisse a sua falta, e nem morresse junto com você!


quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Uma música para minha recente dor ♫

Contar o que ele me fez desta vez não diminui a minha dor e nem muda a história que se repete... Infelizmente!




quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Lugares Proibidos - Helena Elis ♫

"CONSTANTINAMENTE"


Às coisas entre nós ainda não estão como eu sempre pensei que deveriam ser; percebo que estou a me acostumar à quem você é! E isso é estranho, logo eu, que sempre me gabei de conhecer e aceitar-te como és, me pego respirando fundo, repreendendo crises de ciúmes e relembrando " - é da natureza dele, é da natureza dele... te aquieta coração!"
Quem sabe que "estamos novamente" já nota diferença no meu olhar, no meu sorriso; é felicidade em tê-lo de novo nos meus dias, na minha vida. E talvez seja algo temporário, talvez você me machuque mais uma vez e eu chore, sofra e não queira nunca mais - mais uma vez - saber de você! Mas por enquanto, tudo que eu mais quero é continuar a sentir seu cheiro, seu beijo quente e os seus olhos - também - a me devorar.
Me faça feliz quantas vezes você quiser, como você quiser, pois me basta ser feliz através de ti!!!

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Coisas do Caio


"Saudades de Deus"


Eu sinto falta da Sua voz
Me chamando pra entrar
Eu sinto tanta saudade
De caminhar Contigo
Saudades do meu Amigo,
Saudades do meu Pai
Pai, eu sei que não mereço
Mas,eu não tenho pra onde ir,
Eu sinto tanta saudade
De conversar Contigo,
Saudades do meu Amigo
Saudades do meu Pai
Eu vou voltar pra casa do Pai
Eu quero o amor da casa do meu Pai
E repousar tranquilo nos braços do meu Pai

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

No último fim:


Depois de passar a madrugada chorando, eu dormir mal, acordei péssima, mas decidida: iria fazer as malas e fugir pra algum lugar! E assim foi.
Durante as horas até chegar ao meu destino, mesmo "dopada com dramin", eu repassava as cenas e chorava; tentava lembrar o conselho: "não chore mais menina." Mas não funcionava - droga!
Já aqui tentei controlar as lágrimas - ver se pode, visitar os outros e não parar de se lamentar? Seria feio, mesmo que a anfitriã seja minha amiga e que saiba "o causo". Tenho tentado ser forte, pois de uns tempos pra cá perdir à vergonha na cara, dei pra chorar em público, sem escrupúlo nenhum. Devo admitir que não tenho obtido muito sucesso, quando vem na cabeça certas lembranças; quando certos fatos começam a se encaixar, depois do ódio vem as lágrimas! Aqui virei o rosto, fingir está refletindo e enxuguei desfaçadamente as lágrimas; tamanho esfoço da minha amiga para que me sentisse bem, não podia ser frustrado por um lixo de lembranças.
Ontem em especial acordei melhor, até parecia que a dor havia passado. Estava me sentindo forte, segura, decidida e até muito bonita - obrigada! Tão firme que me deu vontade de voltar para casa, encará-lo de frente e continuar minha vida. Mas eu lembrei: ainda é cedo! Cedo pra voltar, para olhar na cara dele sem desejar beijá-lo. Mas quase tarde para continuar a vida.
Gostaria que os dias em que estou passando aqui fossem experimentados como meses, nos quais pude refletir, reavaliar e ESQUECER o que não é mais necessário nesta minha vida. Ela me pede urgência e eu aqui, magoada com um cretino que não perde uma noite de sono se lamentando por ninguém. Devo admitir que ele tem uma qualidade, o desapego, e é isso que vou levar dele.
Espero que os dias passem como quiserem, mas que me transformem como eu desejo!




Se vou pra frente, coisas ficam para trás. A gente só nunca sabe que coisas são essas.

(O Teatro Mágico)  



sábado, 16 de fevereiro de 2013

Constantino... seu estúpido!


Amor não se pede
Se implorar resolvesse, não me importaria. De joelhos, no milho, em espinhos, agachada, com o cofrinho aparecendo.
Uma loucura qualquer, se ajudasse, eu faria com o maior prazer. Do ridículo ao medo:

pularia pelada de bungee jump.

Chorar, se desse resultado, eu acabaria com a seca de qualquer Estado, de qualquer espírito.
Mas amor não se pede, imagine só.
Ei, seu tonto, será que você não pode me olhar com olhos de devoção porque eu estou
aqui quase esmagada com sua presença? Não, não dá pra dizer isso.
Ei, seu velho, será que você pode me abraçar como se estivéssemos caindo de
uma ponte porque eu estou aqui sem chão com sua presença? Não, você não pode dizer isso.
Ei, monstro do lixo, será que você pode me beijar como um beijo de final de filme porque eu estou aqui sem saliva, sem ar, sem vida com a sua presença? Definitivamente, não, melhor não.
Amor não se pede, é uma pena.
É uma pena correr com pulinhos enganados de felicidade e levar uma rasteira.
É uma pena ter o coração inchado de amar sozinha, olhos inchados de amar sozinha. Um
semblante altista de quem constrói sozinho sonhos.
Mas você não pode, não, eu sei que dá vontade, mas não dá pra ligar pro desgraçado e dizer: ei, tô sofrendo aqui, vamos parar com essa estupidez de não me amar e vir logo resolver meu problema?
Mas amor, minha querida, não se pede, dá raiva, eu sei.
Raiva dele ter tirado o gosto do mousse de chocolate que você amava tanto.
Raiva dele fazer você comer cinco mousses de chocolate seguidos pra ver se, em algum momento, o gosto volta.
Raiva dele ter tirado as cores bonitas do mundo, a felicidade imensa em ver crianças sorrindo, a graça na bobeira de um cachorro querendo brincar.
Ele roubou sua leveza mas, por alguma razão, você está vazia.
Mas não dá, nem de brincadeira, pra você ligar pro cara e dizer: ei, a vida é curta pra sofrer, volta, volta, volta.
Porque amor, meu amor, não se pede, é triste, eu sei bem. É triste ver o Sol e não vê-lo se irritar porque seus olhos são claros demais, são tristes as manhãs que prometem mais um dia sem ele, são tristes as noites que cumprem a promessa.
É triste respirar sem sentir aquele cheiro que invade e você não olha de lado, aquele cheiro
que acalma a busca. Aquele cheiro que dá vontade de transar pro resto da vida.
É triste amar tanto e tanto amor não ter proveito. Tanto amor querendo fazer alguém feliz.
Tanto amor querendo escrever uma história, mas só escrevendo este texto
amargurado.
É triste saber que falta alguma coisa e saber que não dá pra comprar, substituir, esquecer,
implorar.
É triste lembrar como eu ria com ele.
Mas amor, você sabe, amor não se pede. Amor se declara: sabe de uma coisa?
Ele sabe, ele sabe.

Coisas da Tati B.

Leoni - 40 dias no espaço ♫





“Houve uma época em nossas vidas em que estávamos tão próximos, que nada parecia obstruir nossa amizade e fraternidade e apenas uma pequena ponte nos separava. Quando você ia subir na ponte, eu lhe perguntei: e Você quer atravessar a ponte até mim? Imediatamente, você deixou de querê-lo e, quando repeti a pergunta, você ficou silente. Desde então, montanhas, rios torrenciais e o que quer que separe e aliene interpuseram-se entre nós e, mesmo que quiséssemos nos reunir não conseguiríamos. Agora, ao pensar na ponte, você perde as palavras e soluça e se maravilha.”

Nietzsche em  Humano, demasiado humano

A gente tem uma bobagem de quando está longe pensar em voltar, e quando pensa na volta, imaginar alguém a nos esperar. 
Mas você sabe querida, ele não está a ti esperar!
É uma tolice alimentar um sentimento que só machuca, só mata.
Minha vida parece a mesma porque eu insisto em manter você.