quinta-feira, 26 de abril de 2012

Triste, é ter um coração tão danificado que não sabe diferenciar carência de paixão.
Trágico, é pensar que você não sente pena e sim saudades; e perceber o engano ao constatar o seu insistente sumiço.
Fracasso, é sentir sua falta, mesmo com todos os sinais, pessoas e universo, me mandando seguir em frente, dizendo que não é você!
Desespero, é inventar qualquer desculpa pra te mandar um SMS, e receber uma resposta qualquer, que me ofereça a oportunidade de puxar assunto e descobrir como anda sua vida.
Desprezo, é você ter todas aquelas minhas fotos, meus números, músicas dedicadas, meus presentes... e nem assim sentir a minha falta, como eu sinto a sua!
Por quê será que dói ver sua foto naquela site de relacionamento? Será que é notar o seu novo corte de cabelo e saber que você não me perguntou o que eu achava?



Por qual razão, eu fico sempre tão nervosa, ao ver uma moto parecida com a sua; um cara igual à você; um olhar semelhante ao seu, sempre acompanhado de alguma moça, que se fosse mesmo com você, eu rotularia de outra forma?
E recentemente voltei a vícios antigos, como dormir pensando em você, acordar pensando em você, passar o dia esperando uma ligação, uma mensagem... esperando por você!

Eu aposto que é carência!


 Aposto com você que isso não é paixão, é carência. 
 Pode até ser saudade; falta de um homem, de carinho, atenção, beijos intermináveis, mas não de você, pessoa, passado, lembranças. Não é saudade de você especificamente, é saudade de alguém, entende?
 Eu nem lembro dos seus beijos... só do seu corpo, cabelo, sorriso, e às vezes de como você me olhava, parecendo enxergar-me por dentro.
 Não me recordo o que sentia quando você segurava meu cabelo entre seus dedos, mas ainda lembro como me sentir, quando você tocava minha mão, daquela forma delicada e significativa, enquanto pilotava sua moto.
 E por tantas coisas, eu sei como fui ficando louca e possessiva, quando notei-me perdendo você.
 Aquilo tudo foi real, consigo lembrar a música, o cheiro, o momento... aquilo foi real, mas isso é carência!
 Eu aposto que se outro, mais interessante, aparecer, eu esqueço de você e nem precisa ser bonito viu?!
 A minha única dúvida é: se eu sou mais bonita que você, mais inteligente, mais madura, por qual razão você segue em frente, e eu não consigo parar de pensar em você?
 Aposto que é a safada da carência.

sábado, 21 de abril de 2012

Coisas do Caio

"Não consigo mais aceitar relações pela metade. Em outras palavras, raspas e restos não me interessam."

#fica a dica ;)

O problema é, quando começa esperar o que não deveria ser esperado... A gente vai se acostumando com migalhes, e qualquer coisa a mais que isso parece demais. Bobagem nossa! Nós, merecemos muito mais.
Mais do que um simples "sinto muito", depois daquele machucado no coração; ligações esporádicas, depois de tanto sumiço ou um afeto qualquer, de quem nem sabe valorizar a sua importância.
E o problema é, que sabemos de tudo isso (e muito mais), mas não levamos a sério, talvez por imaturidade, ou talvez seja o tempo... ele vai passando, a gente vai envelhecendo e perdendo tanto, que nos agarramos a "qualquer coisa"!
Deve ser medo de ficar só... mas eu acho que pior do que ficar sozinha é agarrar-se ao que não lhe serve, e perceber lá na frente, que o que se tem não é o suficiente.