Estou cheia de coisas pequenas em minha cabeça, tão pequenas, que de uma hora pra outra elas ocupam todo o espaço. E não existe mais um momento em meu dia em que eu não pense nessas “coisinhas”.
São as não – conversa com a família; o namorado que deveria existir; os amigos que somem quando a gente quer chorar e os que aparecem fazendo o maior alvoroço quando a gente só quer ficar em silêncio; sem falar na futura vida profissional que deveria existir, mas parece cada vez mais distante!
Eu devia chorar, não só porque faz muito bem (é o que as pessoas dizem), mas também por que não CHORO – isso mesmo, com letras bem grandes – há muito tempo. Não me sinto mais nem no direito de chorar.
Mas não é disso que eu quero falar nessa manhã; de forma nenhuma, nada disso!
Eu quero falar sobre surpresas; sobre um friozinho na barriga, uma ansiedade terrível consumindo a gente, mas aquelas “ansiedades benéficas”; queria atender o telefone e ser uma noticia boa, nova, saborosa. Aquelas coisas, que fazem a gente se sentir no primeiro dia de aula – cheia de expectativas, surpresas e muita vontade de saber mais, seja sobre as pessoas ou o novo conhecimento.
Gostaria de falar que a minha melhor amiga, não estar tão perdida quanto eu, e no seu peito bate um coração “reconstruído”; forte, animado e cheio de fé. Que a família, aquelas pessoas das quais nós amamos até inconscientemente, se falam mais, se entendem mais.
Queria ter coisas boas pra dizer de pessoas nas quais já perdi a fé. E eu queria dizer principalmente, que hoje fiz algo diferente além de me lamentar, desacreditar e virar vitima da minha própria vida.
Queria poder dizer que em quanto estava me afogando, alguém veio e me salvou!