Parece que tem um século que tento colocar as coisas no lugar, e as vezes pareço andar na contra mão. Como se durante esse tempo, eu estivesse em estado vegetativo, por escolha minha.
E começo a acreditar na segunda opção, já que a vida das pessoas ao redor parece continuar, progredir e em muitos casos, parece não haver rupturas ou cicatrizes!
Estou cansada dos meus discursos nutridos de filosofias “baratas” e pobres de atitudes. Cheia de um vazio tão profundo que começou a transbordar.
Ontem olhei ao redor e não tinha ninguém. Ninguém para gritar, chorar, culpar ou me cuidar! E foi triste, foi sombrio e solitário. E humilhante, quando tive que implorar ajuda do distante, porque você não estava por perto, e foi mais humilhante e doloroso, quando eu soube que enquanto eu escutava aquela música (Tô aprendendo a viver sem você – Detonautas) você passava pela minha porta com outra. Que pode ser apenas parente, amiga, mas nessa minha cabecinha OCA é a minha “substituta”!
Ah eu sei, lá vou eu fugindo de novo; tratando feridas profundas com curativos temporários.
Eu nem sei pra que isso! Eu tenho um problema do tamanho do mundo em minha frente (exagero + drama = meu ponto de vista sobre a minha vida), e eu perco noites, horas e momentos, pensando em um cara que há um mês atrás eu tinha repulsa; destratando outro, que há dois meses eu achava que daria tudo pra viver de novo ao lado dele e ignorando um que imaginei ser capaz de casar e viver o resto da vida com ele!
Afinal, o que acontece comigo? Os dias estão passando, a vida esta passando. E eu? Eu preciso tomar uma atitude, reagir, sair desse estado vegetativo. Antes que a sala de espera fique vazia e ninguém tenha esperança que eu possa voltar ao que eu era antes.

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