segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

No último fim:


Depois de passar a madrugada chorando, eu dormir mal, acordei péssima, mas decidida: iria fazer as malas e fugir pra algum lugar! E assim foi.
Durante as horas até chegar ao meu destino, mesmo "dopada com dramin", eu repassava as cenas e chorava; tentava lembrar o conselho: "não chore mais menina." Mas não funcionava - droga!
Já aqui tentei controlar as lágrimas - ver se pode, visitar os outros e não parar de se lamentar? Seria feio, mesmo que a anfitriã seja minha amiga e que saiba "o causo". Tenho tentado ser forte, pois de uns tempos pra cá perdir à vergonha na cara, dei pra chorar em público, sem escrupúlo nenhum. Devo admitir que não tenho obtido muito sucesso, quando vem na cabeça certas lembranças; quando certos fatos começam a se encaixar, depois do ódio vem as lágrimas! Aqui virei o rosto, fingir está refletindo e enxuguei desfaçadamente as lágrimas; tamanho esfoço da minha amiga para que me sentisse bem, não podia ser frustrado por um lixo de lembranças.
Ontem em especial acordei melhor, até parecia que a dor havia passado. Estava me sentindo forte, segura, decidida e até muito bonita - obrigada! Tão firme que me deu vontade de voltar para casa, encará-lo de frente e continuar minha vida. Mas eu lembrei: ainda é cedo! Cedo pra voltar, para olhar na cara dele sem desejar beijá-lo. Mas quase tarde para continuar a vida.
Gostaria que os dias em que estou passando aqui fossem experimentados como meses, nos quais pude refletir, reavaliar e ESQUECER o que não é mais necessário nesta minha vida. Ela me pede urgência e eu aqui, magoada com um cretino que não perde uma noite de sono se lamentando por ninguém. Devo admitir que ele tem uma qualidade, o desapego, e é isso que vou levar dele.
Espero que os dias passem como quiserem, mas que me transformem como eu desejo!


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