segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

' Pedaços soltos



É bem engraçado o que somos.
Somos o que achamos que não somos!
Nossos defeitos, intrigas, estereótipos... Essas coisinhas que os outros insistem em nos dar, em nos intitular. Bem, em partes somos um pouco disso.
 Em partes, por que em fim, somos uma singularidade, apesar de tanta igualdade. Parece-me que a única diferença é apenas uma peça, mas que nos faz MUITO diferentes!
Isso é até interessante, pois uma vez ou outra me bate um tédio ficar só comigo, imagina ter um mundo só de EU’S?!
É por isso que entro em conflito, toda vez que encontro “perdido por aí” alguns pedaços meus. Nunca vi coisa mais intrigante do que odiar no outro o que também é seu!
Deveria ser diferente, afinal, boa parte da população (com auto-estima legal) massageiam seu ego toda vez que fica em frente ao espelho. E como pode ser tão impertinente esses encontros de “pedaços nossos”?
Não sei! Só sei que podemos aprender com isso. Como?
“Certa vez magoei uma amiga. Mas nem me importei muito, afinal, na minha concepção estava certíssima. Até que outro amigo fez o mesmo. Daí sentir uma terrível dor e uma vontade imensa de chamá-lo de falso, cretino ou coisas parecidas.”
Foi quando lembrei que ele fez o que EU FIZ! Desde então, todas as vezes que fazem uma sacanagem comigo, tento lembrar um que sou tão sacana quanto ‘fulano’. Se não fiz o que ele fez, lá na frente ainda vou fazer; na mesma ou em maior escala!

Nessa vida, a gente tem que procurar um jeito de entender e/ou aceitar as coisas.  

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